sexta-feira, 27 de julho de 2012

_Ser fruto,não folhas...


Se é verdade que a árvore é conhecida pelos seus frutos, também é verdade que ela pode ser conhecida pelas folhas. O engano consiste em aceitar que as folhas sejam equiparadas aos frutos, passando-se pelo que elas absolutamente não são. Assim também ocorre com a descoberta do amor. O amor pode também ser conhecido pelas palavras do amante,mas não é amor vivido.
              O problema se encontra justamente nos frutos. Hoje em dia ninguém quer dar fruto, ninguém quer Ser para o outro. Preferimos parar nas folhas porque as folhas são nossas, não precisamos dá-las a ninguém.  E mais, as folhas deixam a arvore bonita, dão boa aparência.
                Vivemos num mundo de cenários e nós como cristão, quantas vezes nos preocupamos apenas com as folhas, com aquilo que se vê de longe.
                A primavera é linda, mas é só chegar o outono e toda sua beleza cai por terra, e aquela arvore que de longe era perfeita e nos enchia os olhos de beleza, agora mostra-se como é na realidade: seca e sem vida. Não façamos primavera, porque primavera não da fruto,da beleza, da aparência. Só podemos considerar primavera se o outro experimentou do fruto que nós entregamos.
                Ser cristão e parar nas folhas é ser cristão pela metade. Não há cristianismo sem entrega e não há como você dizer que é do céu sem oferecer ao outro o seu melhor. Não se prenda aos olhos dos outros, dê algo de concreto para a vida deles. Alimente-os com o fruto do amor,que você recebeu e que não pode ficar parado no estético das folhas, mas sim na entrega do fruto. Um cenário bonito ajuda o espetáculo, mas a força e o talento do ator é que decide se aquilo é clássico ou acabará na próxima temporada.
                Dê o melhor ao outro, pois Deus deu o melhor para você: seu Filho Jesus. 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

_Triste daqueles que não creem no amanha


                Esses dias me perguntaram: O que responder a um ateu quando ele deseja debater a fé comigo? Penso que a melhor resposta seja: "meu amigo, não discutirei com você, mas, isso, sim, rezarei pela sua conversão". Digo isso porque Léo Trese em um de seus livros diz: "Se nós efetivamente rezarmos por ele, e fizermos penitência por ele, e lhe dermos provas de uma caridade semelhante à de Cristo, não tardará a chegar o dia em que o amor realizará aquilo que a discussão jamais teria podido conseguir".
                A grande arma que podemos usar contra o mundo ateu que se levanta e busca guerra é o amor para com eles. O amor tudo transforma falou o Papa Bento XVI e foi o cristianismo que revelou o que seja o amor.
                Por isso no combate diário precisamos estar fortalecidos por Deus, cheios do teu Espírito Santo e em dia com nossas obrigações como cristãos.  São Pedro disse na sua primeira carta: "Esteja sempre preparados para dar razões da nossa esperança a todo aquele que as pedir". E a melhor forma de responder é mostrando a alegria de crer em um Deus. De saber que o amanha existirá, pois a vida para aqueles que não creem em Deus, deve ser uma experiência insuportável.A morte para nós é caminho de encontro, para eles é final. 
                É no amor que nós damos testemunho de nossa fé, de nossa oração, de nossa igreja, de nossa esperança.  Católico sem amor não é católico, muito menos cristão.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

_Tome a Tua Cruz!


Há um fato indiscutível, e é que o sofrimento é nosso companheiro ao longo de todo o caminho da vida. E há um segundo fato, igualmente incontestável: conforme as pessoas – conforme a qualidade da alma das pessoas – o sofrimento esmaga ou faz crescer, destrói ou amadurece.           
            Nessa semana meus amigos, vamos olhar um pouco para a Cruz de Cristo, vamos descansar nossos olhos no madeiro do amor e perceber que todos os nossos problemas são pequenas farpas quando admiramos e amamos a cruz onde o Filho de Deus se doou por cada um de nós.
            Não há como se achar grande, não há como se achar com maior problema do mundo, quando nos deparamos com Jesus Crucificado. Jovens, todos os seus problemas são nada comparados com a dor que Jesus sofreu por você.
            Quando vier aquele desanimo, quando achar que não existem mais caminhos para correr, abrace a cruz, olhe para a cruz, beije a cruz jovem, e deste sinal de contradição para o mundo acharás toda a força necessária para enfrentar as pequenas cruzes que irás recebendo ao longo da vida.
            Que cruz mais lhe pesa essa semana? A castidade? A vaidade? O orgulho? A dificuldade de viver como Jesus lhe pede?  Jesus esta pronto para ser o teu Cirineu, para lhe ajudar a subir a “montanha dos que amam” como dizia São Francisco Salles quando se referia ao Calvário. Então recorra a Ele, peça a Ele, viva debaixo do crucifixo, viva com Ele, para viver Dele.
            Saiba que os calvários da vida nos levam para um único lugar: para o céu, para  ressurreição. Quando Jesus acabou de subir o Monte Gólgota, Ele encontrou o fim? Lá Ele encontrou o nada? Não! Quando Jesus chegou no alto do monte, Ele encontrou o céu, Ele lhe deu o céu.
            Uns podem dizer: “Mas eu sou tão pecador, estou tão longe do amor de Cristo que não consigo olhar para a Cruz sem me sentir mal”. Por isso que partilho algo que me veio ao coração enquanto meditava e olhava para a cruz que tenho em cima da minha mesa:    A cruz é um espelho que nos revela o nosso pecado, mas nesta mesma cruz que revela-nos que somos pecadores, encontramos um Cristo de braços abertos para acolher cada um de nós que erramos e que muitas vezes não damos valor pelo preço que fomos pagos.
            Quem reclama sem razão da cruz cotidiana perde a cruz de Deus e encontra a “cruz” do diabo. São cheias de sabedoria aquelas palavras da Imitação de Cristo que dizem: “Se levas com gosto a cruz, ela te levará. Se a levas a contragosto, acabas por torná-la mais pesada para ti e a ti mesmo te sobrecarregas. Se rejeitas uma cruz, sem dúvida encontraras outra, e possivelmente mais pesada”.
            Jovem, toma a tua cruz e siga Jesus. Pois Deus trabalha por meio do sofrimento.Desde o produzido por uma simples dor de cabeça, até o causado por uma doença grave, um fracasso profissional ou a perda de um ente querido. Aos poucos, vamos adquirindo a experiência de que a dor é o martelar do artista que quer fazer de cada um, dessa massa informe que somos, um crucifixo, um Cristo, o alter Christus (outro Cristo) que temos de ser.
            A cruz só tem sentido se o amor estiver pregado nela. Então plante amor aonde não há amor e colherá amor.