domingo, 29 de abril de 2012

_posso ter o DIREITO de ser Santo e amar a minha Igreja?


    Podemos dizer que amamos tudo, menos que amamos a nossa igreja. Podemos ser seminarista de qualquer jeito menos santo. Parece que amar a nossa igreja e querer ser santo é discurso perdido no meio da nossa Santa Igreja Católica Apostólica Romana em alguns meios.
       Se falarmos que queremos ser santo na faculdade, se falarmos que queremos seguir o que manda a nossa Santa Igreja, o que diz o Santo Padre, seguir seus códigos, suas rubricas, é ser ridicularizado, motivo de chacota.
     Mas que sentindo tem entregar-se a Deus se não for para assemelhar-se a Ele? Toda a santidade e toda a perfeição de uma pessoa consistem em amar a Jesus Cristo, nosso Deus, nosso maior bem, nosso Salvador.    
Mas parece que tem uns por aí que mal se importam com essa necessidade intrínseca no caminhar vocacional.
    Precisamos urgentemente de seminaristas santos! Repito: Precisamos de vocacionados santos!  Pois a nossa Igreja é uma mãe. Uma mãe que gera, ensina, alimenta, acompanha, purifica e conduz até o céu, mas se não houver a busca de santidade de nada adianta permanecer nela. Não vale a pena passar por essa terra sem perseguir as coisas do alto. Porque se fizéssemos a metade do que fazemos para ganhar a terra, chegaríamos a ser santos de altar, lembrando de Santa Terezinha. 
        Mas a Santidade não é privilegio de uns poucos, mas sim uma necessidade de todos. "Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”(Mt 5,48)
      NÃO TENHAMOS MEDO DE AMAR A NOSSA IGREJA! DE AMAR O NOSSO SANTO PADRE! DE AMAR A BUSCA DA NOSSA SANTIDADE!      

_Meu coração submete-se a Ti por inteiro


             "Coração partidos eu não os quero; e se lhe dou o meu, dou-o inteiro" Podemos escutar Jesus falar isso quando deparamos com a total entrega Dele por cada um de nós.
Deus não nos quer pela metade (99%) porque Ele não amou 99%, Ele não se doou 99%, Ele não sofreu 99%, Ele não veio ao mundo 99% nem deu seu Filho 99%. Deus deu-se por completo, 100%, totalmente.
       Meditando tudo isso podemos nos perguntar: Se tu me dás o teu inteiro, o que eu poderia fazer com o meu?
   Na Santa Missa que eu participo o Senhor me deste tudo. E a única palavra que me vem no coração é: obrigado!  Totus tuus ego sun - sou inteiramente teu também, como Ti foi inteiramente meu na Sagrada Comunhão. Pois não há hóstia pela metade, ela sempre esta inteira. Inteira de Jesus, repleta de Cruz, plena de Amor. O Papa Bento XVI vai nos pedir na sua encíclica Sacramentum Caritatis: "Fazer-se 'pão partido' para os outros". Ser comunhão para aqueles que não puderam estar na totalidade do amor.
            Submeter-se inteiramente a Deus é roubar o coração de Cristo para nós. Como fez o ladrão arrependido no alto da cruz, onde com uma palavra tomou toda atenção do Crucificado.  "Lembra-te de mim quando estiveres no teu Reino" (Lc 23,42). E assim abriu-se para ele as portas do céu.
           A Jesus basta um sorriso, uma palavra, um gesto, um pouco de amor para derramar toda a tua graça sobre nós. Nós damos pouco a Deus, Ele se da por completo, inteiro, 100%.
Ser totalmente do Senhor é pedir como o ladrão arrependido, que mesmo sendo culpado, como nós somos, busca o céu, acredita em Deus, possui fé. Peçamos, digo de novo, diante de Jesus sempre como o ladrão arrependido.
         Lembra-te de mim quando estiveres no teu reino! Eu te abro as portas do meu peito, tu me abres as do teu, as portas do Reino do Amor.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

_A Cruz nos fere,mas nos fere para curar


     O grande remédio que o mundo precisa não se encontra nas farmácias, nas mesas de intelectuais, muito menos nos sistemas revolucionários. O remédio que o mundo precisa esta no olhar: olhar para a cruz nos cura de todo mal e nos mostra que todos os problemas possuem uma solução.
     A cruz nos fere porque nos lembra o quanto estamos distantes do crucificado e o quanto ainda temos que nos converter para nos aproximarmos mais do Salvador.
     A ferida que ela nos faz olhar é a ferida dos nossos pecados, que muitas vezes estão abertas e que por medo do sofrimento não a enfrentamos, não procuramos a sua cura. Mas o bonito do crucifixo é saber que a mesma imagem que nos condena, pois nos lembra quem nós escolhemos diante de Pilatos nos acolhe de braços abertos. A cruz nos lembra do pecado, mas Cristo recorda o seu amor pelo pecador.

     A Cruz de Cristo, vai dizer o Cardeal Newman é como um coração: "o coração costuma ser considerado a sede da vida: é o principio do movimento, do calor e da atividade; dele parte o sangue até as extremidades do corpo e a ele retorna.Da mesma forma a Cruz é o principio vital do qual vive o cristão, e sem ele não existe cristianismo". A doutrina da cruz de Cristo, em linguagem figurada, é o coração da nossa religião.
     Por isso, todas as coisas caminham para a cruz, todas as coisas lhe são subordinadas, todas as coisas necessitam dela. Pois Ele foi levantado sobre ela para que pudesse atrair a si todos os homens e todas as coisas. "Quando for levantado da terra, atrairei todos os 
Homens a mim" (Lc. 12,32).
     Na cruz de Cristo, houve um batismo, porque no lenho do amor, no púlpito onde Jesus pronunciou suas ultimas palavras, fomos purificados por seu sangue para encontrarmos a morada do céu.

terça-feira, 24 de abril de 2012

_Prisioneiro do Amor



                Saibamos que existe Alguém preso numa pequena prisão, num cárcere que dura vinte séculos. E este prisioneiro esta ali voluntariamente por mim e por você. Ele é o único em toda a face da terra que não liga de ter a sua liberdade roubada, porque sabe que sua permanência ali possibilita a muitos prenderem-se num amor imenso.
      Seu crime foi amar e amar sem medidas e a sentença desse crime é a salvação daqueles que o condenaram.
      "O maior louco que já houve e haverá é Ele. É possível maior loucura do que entregar-se como Ele se entrega, e àqueles a quem se entrega?"
       Perguntaram certa vez para um indiano o que era o cristianismo e ele disse: O Cristianismo é entrega: um Pai que entrega seu Filho e um Filho que se entrega a todos.        
    Como é bom sabermos que o nosso Deus é um "Deus conosco", que possui uma única fraqueza: seu amor incondicional por nós. E quantas e quantas vezes nós não exploramos esse amor?Não desprezamos esse amor, ou mesmo, não nos deixamos tocar por esse amor?
        É o momento de voltarmos nossos olhos para a Sagrada Eucaristia e ver além do pão e do vinho,ver um apaixonado, ver alguém que nos ama e nos quer amando-o. Pois, como vai dizer Santo Agostinho: "Não há ninguém que não ame. A questão é saber o que se deve amar. Não somos convidados a não amar, mas sim a escolher o que havemos de amar. Mas só conseguiremos amar, se antes nós formos amados. Escutai o apóstolo João: Nós amamos porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4,10)”.
             Por isso Jesus, a tua loucura de amor rouba-me o coração.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

_Enchei-vos do Espírito


            "Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito". (Ef. 5,18)
          "Não vos embriagueis com vinho" São Paulo esta nos pedindo para não nos prendermos nesse mundo, não nos embriagarmos com as coisas desse mundo, sejam elas a pornografia, as drogas, as bebedeiras, o jogo, os vícios mundanos, a arrogancia, a soberba, a gula, tudo aquilo que vem desse mundo não pertence a quem quer ser do céu. Pois tudo isso, segundo o mesmo São Paulo "é fonte de devassidão".
            Quantas vezes nós não somos embriagados pelos nossos pecados, como um vicio que nós não conseguimos controlar? E não conseguimos controlar porque não estamos embriagados do Espírito Santo, não estamos cheio da força que vem do Pentecostes, força que desceu do céu.
        Uma coisa é viver na carne, e, totalmente outra, viver segundo a carne. Somos criados para querer o que Deus quer, conhecer o que Ele conhece, amar o que Ele ama. O pecado é a vontade de fazer o que Deus não quer, de conhecer o que Ele não conhece, de amar o que Ele não ama
           "O mundo é doce aos lábios,mas amargo ao paladar. Agrada no começo, mas não no fim. Parece alegre por fora,mas o mal e a miséria estão ocultos nele" vai dizer o Cardeal Newman.
      Por isso que necessitamos encher-nos do Espírito, para justamente "Render graças, sem cessar e por todas as coisas" (Ef. 5,20). Somente tendo uma vida de louvação é possível desprender-se da embriagues que nos devasta e enchermos da embriagues que nos salva.
           Comecemos então pela fé, por Cristo, comecemos pela Cruz e pela humilhação a que ela conduz, porque se começarmos pelo prazer, terminaremos na dor.
          Essa é a lógica que vence o pecado: a doutrina da cruz, em linguagem figurada, o coração do cristianismo. Pois na cruz há uma "sabedoria escondida" (1 Cor 2,2) que nos ensina a escolher aquilo que nos edifica.

_do Jeito q eu Sou


          Preciso viver de Jesus e não de mim, em Jesus e não em mim. Preciso rezar com ele, imolar-me com ele, consumir-me num único amor com ele até construir, com Ele,uma só chama, um só coração, uma só vida.
            Mas o problema de deixar Jesus morar em nós é que: “ele tem que me aceitar do jeito que eu sou”. E ai esta todo o problema. Eu acredito em Deus,mas não quero que ele me mude.
            Sabe aquela idéia de que Deus me aceita do jeito que eu sou? Então, ele te aceita do  jeito que você é (pecadora, limitada,humana) mas espera a mudança, espera a conversão. Pois mesmo vendo o que você é, ele nunca cansa de dizer que te ama, que acredita e que continua sonhando o sonho mais lindo para tua vida: a santidade.
            Só que prender-se nesse pensamento que Deus nos aceita do jeito que nós somos e por isso não precisamos mudar é correr um serio risco de estarmos dentro da igreja, mas a igreja não estar acontecendo dentro de nós.
            Se Jesus foi a palavra de Deus encarnada, nós somos a voz que faz essa palavra encontrar-se conosco primeiramente e depois com os demais.

domingo, 22 de abril de 2012

Um trovão do Céu, que assombre e faça tremer o mundo

            Falar é uma particularidade do Ser Humano. O Homem foi feito pela Palavra. Jesus é o Verbo de Deus. E todos aqueles que são chamados a falar devem testemunhar em suas palavras e em suas ações as mesmas palavras e ações que nos encontram a mais de dois mil anos.
         Deus parou de falar quando entregou-nos seu Filho Jesus para Ele falar por Deus, pois Cristo é a Palavra de Deus, é a voz de Deus.
    O Padre Antonio Vieira pergunta-se no seu sermão da sexagésima: "Antigamente convertia-se o mundo, hoje por que não se converte ninguém?" E ele mesmo responde: "Porque hoje se pregam palavras e pensamentos, antigamente pregavam-se palavras e obras".

            Essa é a grande dificuldade dos nossos tempos. Pregamos os pensamentos de Jesus, guardamos todas as palavras e citações bíblicas, mas nos esquecemos que o Evangelho só acontece quando ele parte para ação,quando ele encontra o outro.
           A grande dificuldade hoje é nós pregarmos com testemunho, com coerência de vida, não só com a voz dos lábios, mas com a voz do coração. O que mais sentimos falta hoje é de Verdade nas pregações, nas meditações, nos púlpitos, nas nossas conversas diárias.  Falamos Dele, mas não vivemos como Ele.
            Para falar ao vento, bastam palavras, mas para falar ao coração, são necessárias obras. A razão disto é porque as palavras ouvem-se, as obras veem-se; as palavra entram pelo ouvido, as obras entram pelos olhos, e a nossa alma rende-se muito mais pelos olhos que pelos ouvidos.
            Todos nós que falamos para alguém, todos nós que somos cristãos temos que ser A Palavra de Deus, viva e atuante no meio dos demais. Ainda citando o Padre Antônio Viera ele diz: “A nuvem tem relâmpago, tem trovão e tem raio: relâmpago para os olhos, trovão para os ouvidos, raio para o coração; com o relâmpago alumia, com o trovão se assombra, com o raio mata. Mas o raio fere a um, o relâmpago a muitos, o trovão a todos. Assim há de ser a voz do pregador, um trovão do Céu, que assombre e faça tremer o mundo”. Mas para isso é necessário viver o que se prega e falar o que se vive. Termino perguntando e respondendo: Porque é tão difícil pregar hoje em dia? Porque as palavras dos pregadores são palavras, mas não são palavras de Deus.


sábado, 21 de abril de 2012

O Tamanho do pecado esta no tamanho do nosso amor

           Tem uma frase que vai dizer assim: “O bem que Jesus alcançou com sua morte é maior que o dano causado pelo demônio com o pecado".
            Quantas e quantas vezes em nossas vidas nós achamos que a última palavra que nós podemos escutar dos céus é condenação? Quantas vezes as nossas forças ficam limitadas apenas nos nossos erros, apenas nas falhas que cometemos como "humanos" que somos?
      Mas só pensamos assim porque temos memória fraca. Esquecemo-nos que o nosso Deus é um Deus de misericórdia. Um Deus que nos enxerga com os olhos do coração, pois só com os olhos do coração é possível atravessar as imperfeições e alcançar a alma intacta que ele colocou em cada um de nós.
        Lembrar-se que nosso Deus é Pai é lembrar-se acima de tudo que ele nos olha pautado pelo Amor. Quem nos condena somos nós, Deus nos livra, nos perdoa, nos restaura. A condenação parte da liberdade do homem e a salvação parte do amor infinito de Deus por seus filhos.
       A experiência mostra que só é possível arrepender-se de alguma coisa quando se pode enxergar a possibilidade de fazer melhor. E quando estamos presos no pecado, com os olhos voltados para baixo, temos que buscar essa consciência de que meu erro pode ser apagado e minha possibilidade é fazer melhor aquilo que até então eu havia falhado.
            Pouco importa se o passarinho está preso com um fio grosso ou fino. Mesmo que o fio seja fino, se ele não consegue arrebentá-lo, ficará sempre preso e não poderá voar. O tamanho do nosso pecado está no tamanho do nosso amor. Se nós consideramos que nunca vamos vencer determinado erro por ele ser grande então o amor esta derrotado dentro de nós. Mas se possuirmos a Vitória que vem da Cruz, que vem com o perdão, então nós consideraremos mais que vencedores.
           “Cristo não nos salva de nossa humanidade, mas ATRAVÉS dela".   Sejamos humanos em busca do divino.

Meditação_ Senhor que eu veja


sexta-feira, 20 de abril de 2012

É preciosa e vivificante a cruz de Cristo



Ó preciosíssimo dom da cruz! Vede o esplendor de sua forma! Não mostra apenas uma imagem mesclada de bem e de mal, como aquela árvore do Paraíso, mas totalmente bela e magnífica para a vista e o paladar.
 É uma árvore que não gera a morte, mas a vida; que não difunde as trevas, mas a luz; que não expulsa do Paraíso, mas nele introduz. A esta árvore subiu Cristo, como um rei que sobe no carro triunfal, e venceu o demônio, detentor do poder da morte, para libertar o gênero humano da escravidão do tirano.
Sobre esta árvore o Senhor, como um valente guerreiro,ferido durante o combate em suas
mãos, nos pés e em seu lado divino, curou as chagas dos nossos pecados, isto é, curou a nossa natureza ferida pela serpente venenosa.
Se antes, pela árvore, fomos mortos, agora, pela árvore, recuperamos a vida; se antes, pela árvore, fomos enganados, agora, pela árvore, repelimos a astúcia da serpente. Sem dúvida, novas e extraordinárias mudanças! Em vez da morte, nos é dada a vida; em lugar da corrupção, a incorrupção; da vergonha, a glória.
Não é sem razão que o Apóstolo exclama: Quanto a mim, que eu me glorie somente na cruz  do Senhor nosso, Jesus Cristo. Por ele, o mundo está crucificado para mim, como eu estou
crucificado para o mundo (Gl 6,14). Pois aquela suprema sabedoria que floresceu na cruz,
desmascarou a presunção e a arrogante loucura da sabedoria do mundo; toda a espécie de bens maravilhosos que brotaram da cruz, extirparam inteiramente a raiz da maldade e do pecado.
 Já desde o começo do mundo, houve figuras e alegorias desta árvore que anunciavam e
Indicavam realidades verdadeiramente admiráveis. Repara bem, tu que sentes um grande desejo de saber:
Não é verdade que Noé, com seus filhos e esposas, e os animais de toda espécie, escapou da morte do dilúvio, por ordem de Deus, numa frágil arca de madeira?
 E o que dizer da vara de Moisés? Não era figura da cruz quando transformou a água em sangue, quando devorou as falsas serpentes dos magos, quando separou as águas do mar como poder do seu golpe, quando as fez voltar ao seu curso normal, afogando os inimigos e salvando aqueles que eram o povo de Deus?
Símbolo da cruz foi também a vara de Aarão, quando se cobriu de folhas num só dia para
indicar quem devia ser o sacerdote legítimo.Abraão também prenunciou a cruz, quando colocou seu filho amarado sobre o feixe de lenha.
 Pela cruz, a morte foi destruída e Adão recuperou a vida. Pela cruz, todos os apóstolos foram glorificados, todos os mártires coroados e todos os que crêem, santificados. Pela cruz, fomos revestidos de Cristo ao nos despojarmos do homem velho. Pela cruz, nós, ovelhas de Cristo,fomos reunidos num só rebanho e destinados às moradas celestes.
São  Teodoro Estudita, Liturgia das Horas - Oficio das Leituras

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Permanecei em Mim


            O jovem é diferente. É uma parte da sociedade que cada vez mais ganha espaço, cada vez mais torna-se essencial para o mundo em que vivemos... mas que jovem estamos sendo? Ou melhor, que jovem nós estamos entregando para a Igreja de Jesus?
            Olhe o Novo Testamento o quanto de jovens passaram por Jesus, quantos não perguntaram para Jesus como se ganhava a vida eterna? Quantos não correram para vê-lo? Quantos não modificaram ao encontrar-se com o Filho do Céu? E você jovem já perguntou-se para Deus que jovem você é? Que jovem você gostaria de ser? Porque entre o que você é e o que você gostaria de ser existe um pequeno obstáculo: você mesmo.
            Para sermos o jovem que Deus sonhou precisamos sair de nós mesmos e ir ao encontro verdadeiro, sem medos, sem reservas, desse Jesus que tem apenas uma falha, apenas um defeito: nos amar.  
            Se para o Super Homem a Kryptonita o enfraquecia, Deus também possuía uma kryptonita que chama: você,sua oração, sua entrega a Ele.
            Essa meditação vem lhe convidar em ser abrigo de Deus, sacrário vivo de um Jesus que se faz pequeno para não nos assustar com sua glória, se faz segundo para deixar-nos viver no amor que liberta,que se faz livre. Manete im me. Permanecei em mim. (Jo 15,4) Ele nos pede. E para permanecer em Deus é necessário o desprendimento do eu que eu sou para o Eu que Deus sonhou para nós.
            E quantas vezes eu ainda não senti esse Deus tomar conta de mim justamente porque não é ainda o eu do meu eu, porque não me pus ainda inteiramente sob o seu domínio, nem pus ainda inteiramente sob o seu domínio, nem me entreguei ás inspirações do seu bel prazer; é porque tenho desejos em luta, que rivalizam com os de Jesus em mim.
            Não, ele ainda não é tudo em mim. Não trabalha, porem, o filho para os pais, o anjo para Deus? Não devo eu, portanto, trabalhar para Jesus Cristo, meu amo?
            Sai do mundo, de ti mesmo. Abandona-te. Vai ao encontro do Deus da Eucaristia, que tem uma morada para receber-te. Ele quer-te, quer viver contigo, viver em ti. Vive, portanto, em Jesus presente no teu coração, vive do coração, da bondade de Jesus-Eucaristia.
            Confesso. Preciso viver de Jesus e não de mim, em Jesus e não em mim. Preciso rezar com ele, imolar-me com Ele, consumir-me num único amor com Ele até construir, com Ele,uma só chama, um só coração, uma só vida.
            “Permanecei no meu amor. Permanecei em mim”. E que é permanecer no amor de Jesus? É fazer deste amor, que vive na eucaristia, o centro da nossa vida, o centro único de toda consolação, nas tristezas, nas aflições, nas decepções, nos momentos em que o coração se entrega e se abandona.
            O convite de hoje é que nós possamos nos lançar no Coração de Jesus. “Vinde a Mim todos vós que estais sobrecarregados,, e eu vos aliviarei”.
            Vá alem. Corra até esse amor que nunca diz: já chega! E faça a grande experiência de abandonar-se no abandono seguro de Nosso, retiro, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Meditação_ Amizade "Quem tem um amigo,encontrou um tesouro"

Meditação_ Humildade