Há
um fato indiscutível, e é que o sofrimento é nosso companheiro ao longo de todo
o caminho da vida. E há um segundo fato, igualmente incontestável: conforme as
pessoas – conforme a qualidade da alma das pessoas – o sofrimento esmaga ou faz
crescer, destrói ou amadurece.
Nessa semana meus amigos, vamos
olhar um pouco para a Cruz de Cristo, vamos descansar nossos olhos no madeiro
do amor e perceber que todos os nossos problemas são pequenas farpas quando
admiramos e amamos a cruz onde o Filho de Deus se doou por cada um de nós.
Não há como se achar grande, não há
como se achar com maior problema do mundo, quando nos deparamos com Jesus
Crucificado. Jovens, todos os seus problemas são nada comparados com a dor que
Jesus sofreu por você.
Quando vier aquele desanimo, quando
achar que não existem mais caminhos para correr, abrace a cruz, olhe para a
cruz, beije a cruz jovem, e deste sinal de contradição para o mundo acharás
toda a força necessária para enfrentar as pequenas cruzes que irás recebendo ao
longo da vida.
Que cruz mais lhe pesa essa semana?
A castidade? A vaidade? O orgulho? A dificuldade de viver como Jesus lhe
pede? Jesus esta pronto para ser o teu
Cirineu, para lhe ajudar a subir a “montanha dos que amam” como dizia São
Francisco Salles quando se referia ao Calvário. Então recorra a Ele, peça a
Ele, viva debaixo do crucifixo, viva com Ele, para viver Dele.
Saiba que os calvários da vida nos
levam para um único lugar: para o céu, para
ressurreição. Quando Jesus acabou de subir o Monte Gólgota, Ele
encontrou o fim? Lá Ele encontrou o nada? Não! Quando Jesus chegou no alto do
monte, Ele encontrou o céu, Ele lhe deu o céu.
Uns podem dizer: “Mas eu sou tão
pecador, estou tão longe do amor de Cristo que não consigo olhar para a Cruz
sem me sentir mal”. Por isso que partilho algo que me veio ao coração enquanto
meditava e olhava para a cruz que tenho em cima da minha mesa: A cruz é um espelho que nos revela o nosso
pecado, mas nesta mesma cruz que revela-nos que somos pecadores, encontramos um
Cristo de braços abertos para acolher cada um de nós que erramos e que muitas
vezes não damos valor pelo preço que fomos pagos.
Quem reclama sem razão da cruz
cotidiana perde a cruz de Deus e encontra a “cruz” do diabo. São cheias de
sabedoria aquelas palavras da Imitação de Cristo que dizem: “Se levas com gosto
a cruz, ela te levará. Se a levas a contragosto, acabas por torná-la mais
pesada para ti e a ti mesmo te sobrecarregas. Se rejeitas uma cruz, sem dúvida
encontraras outra, e possivelmente mais pesada”.
Jovem, toma a tua cruz e siga Jesus.
Pois Deus trabalha por meio do sofrimento.Desde o produzido por uma simples dor
de cabeça, até o causado por uma doença grave, um fracasso profissional ou a
perda de um ente querido. Aos poucos, vamos adquirindo a experiência de que a
dor é o martelar do artista que quer fazer de cada um, dessa massa informe que
somos, um crucifixo, um Cristo, o alter
Christus (outro Cristo) que temos de ser.
A cruz só tem sentido se o amor
estiver pregado nela. Então plante amor aonde não há amor e colherá amor.
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