segunda-feira, 18 de junho de 2012

_A Morte só destrói o que é deste mundo


                Uma das coisas mais tristes que pode acontecer com um ser humano é ele se esquecer de onde veio, porque dessa forma, deixa de buscar a conversão.
                Lembrar-se de onde "caímos" nos coloca a referencia do céu como busca de voltar para ele. Se tiramos o céu, tiramos Deus, tiramos tudo.
                No passado, os homens falavam menos em viver a sua vida e mais em salvar sua alma. Não tinham tanta importância para os assuntos desse mundo, sejam eles políticos ou econômicos, mas tinham muito mais interesse pelas coisas sagradas.  Agora, a atração pelo céu foi relaxada e o apego do homem tornou-se ele mesmo. A procura de Deus, tornou-se procura do ter. E se no passado os ídolos eram os santos, hoje o ídolo é aquele que esta no poder.
                A morte só destrói o que é deste mundo e por isso que morrer tornou-se castigo, porque o viver na terra tornou-se mais belo do que viver a eternidade no céu. Perdeu-se o referencial cristão de que morrer é encontrar, de que no fim não será o homem, mas Deus.
                Margarida Hulshof disse em um de seus textos: "Se o amor, mesmo o amor humano, dá tantas consolações aqui, o que será o amor no céu? O que será esse formax ardens caritatis – forno ardente do amor?”.
                Por isso, como vai dizer um santo: "Aceita-a desde agora, generosamente..., quando Deus quiser..., como Deus quiser..., onde Deus quiser. Não duvides; virá no tempo, no lugar e do modo que mais convier..., enviada por teu Pai-Deus. – Bem-vinda seja a nossa irmã, a morte!”.

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