Costuma-se afirmar que amor com amor
se paga, mas com que amor se paga esse amor de Cristo? Como Senhor pagar por
esse amor que derramas por mim no madeiro do amor? Como responder a esse
chamado que tu me fazes de amar sem medida? Como meu Deus matar sua sede de
mim, sendo eu água tão estragada e parada?
Jesus no alto da Cruz disse:
"Tenho sede!" Esse "sitio" que Jesus pronuncia é muito mais
do que uma necessidade de água. São Lourenço dizia que essa sede nascia do fogo
do amor que Jesus sentia por nós. Até o fim Jesus amou e queria amar mais,
sentia ainda mais sede, mais vontade, de doar-se por você, pois para Deus só a
um impossível: deixar de te amar.
Então como matar a sede de Deus por
mim? Vivendo para amar. Deixando-se amar, crendo que o amor vencerá!
Consagrando o meu amor inteiramente a Ele. Esse amor limitado, pequeno, às
vezes mesquinho, mas que aos olhos de Deus pode transformar-se em amor sem
medidas.
Se
não se der a Jesus todo o coração, não se Lhe deu nada. Isso é inteiramente
verdade, porque nosso coração já é em si muito pequeno para amar dignamente a
um Deus que merece um amor infinito; e esse pequeno coração deveria ainda ser
dividido entre Deus e as criaturas?
Não
há como amar a Deus se todo o nosso ser não querer o amor. A decisão tem que
ser única, inteira, completa. A consagração a Deus não acontece em partes, mas
no corpo e no espírito, na alma e na carne. Meus olhos, minha voz, meu
entendimento, meu coração, minhas limitações, minhas ações, meus medos, tudo
colocado no fogo transformador do Espírito de Deus.
E como será lindo chegar diante do
ato supremo do amor, a Eucaristia, e poder pronunciar as mesmas palavras do
Salvador: "Tudo esta consumado". Tudo me dei, tudo me fiz, tudo
consagrei, porque o meu Deus Tudo me deu.
Viver para amar é já experimentar o
céu na terra”. Viva para amar, como Cristo morreu por te amar.
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