Por muito tempo eu acreditei que esse Jesus que batia a porta, vinha
de fora para dentro. Era alguém distante que se aproximava da minha casa
espiritual e pedia para entrar. Mas hoje, chego à conclusão que existe mais uma
visão: Cristo não bate para entrar, e sim para sair.
Quando se trata da primeira conversão, Cristo esta fora e bate ás portas do coração, vai dizer o pregador
da casa pontifícia, mas,quando se trata de sucessivas conversões,de um estado
de graça em direção a outro mais elevado, ocorre o contrário: Cristo está
dentro e bate às portas do coração para sair.
Explico em que sentido: No batismo, recebemos o Espírito de
Cristo; este permanece em nós como seu templo, se não for expulso pelo pecado
mortal. Mas pode ocorrer que este Espírito acabe prisioneiro de nós, dentro de
um coração de pedra. Ou seja, não tem jeito de expandir-se, de encontrar os
outros se nós não abrirmos as portas para Ele sair.
Na Eucaristia nós abrimos a nossa boca para recebê-lo,
mas fechamos o nosso coração para doa-lo aos outros.
Nós o aprisionamos, deixamos fechamos em volta dos muros da nossa mesquinhez e nos esquecemos que receber a Eucaristia é fazer-se missão, é ir ao encontro do outro e mostrar que fomos transfigurados, que encostamos no céu.
Nós o aprisionamos, deixamos fechamos em volta dos muros da nossa mesquinhez e nos esquecemos que receber a Eucaristia é fazer-se missão, é ir ao encontro do outro e mostrar que fomos transfigurados, que encostamos no céu.
Vamos a Santa Missa, mas não a levamos para nossa casa, para
nosso trabalho, para nossos estudos, para nosso cotidiano. Tanto a Eucaristia
quanto a Santa Missa ficam, na maioria das vezes, pressas ao nosso capricho.
Devemos entender que ele não bate do lado de fora, mas de
dentro, não quer entrar, mas sair e encontrar, pois o melhor modo de amar a si
mesmo é amar os outros.
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