O amor nasce do limite, da onde
não se pode mais retirar forças, da última gota que podemos derramar, do ultimo
passo que podemos dar, do ultimo perdão que podemos consentir, pois a medida do
amor é amar sem medidas. E esse amor só nasce quando verdadeiramente
encontramos o exagero.
Os Santos foram homens que amaram
no exagero. E amar da forma que os santos amaram é amar os defeitos, as
limitações, as imperfeições, as incompreensões, as perseguições, mas tudo com
os olhos voltados para o alto, devido ser de lá, que todo o amor necessário é derramado.
Temos que dar até o ponto do sacrifício.
Para ser autentico, o amor tem
que nos custar. A Jesus muito nos custou nos amar. E ate a Deus custou amar,
porque teve que dar: deu-nos seu Filho.
Quando se decide por amar, há
sempre a sensação de nunca poder dar bastante. Por mais preciosa que seja a
dádiva, sempre lhe parece inferior ao que queria dar.
Fulton Sheen lembrava, por
exemplo, a questão de dar presentes: "As etiquetas do preço são
arrancadas, porque desejamos não estabelecer proporção alguma entre a dádiva e
necessidade de dar". Ou seja, amar é não ter medidas e como Deus é Amor, e
Deus não possui medida, pois é infinito, a nossa maneira de viver tem que ser
no exagero do amar.
Se você fosse a ultima pessoa na
terra depois de uma bomba atômica, Deus não poderia amar-te mais, pessoalmente,
do que já te ama, pois Ele se deu inteiro por você dês do inicio.
O Papa Bento XVI lembra-nos na
Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis - para completar o parágrafo acima -
que: "Ele (Deus) será, por toda a eternidade, Aquele que nos amou por
primeiro”.
Por isso, volto a perguntar:
"onde nasce o amor?" O amor nasce do próprio Amor, do primeiro Amor,
do amor que nos ama e que possui um rosto, que viveu entre nós e que nos deixou
uma prova de amor incalculável: Seu Corpo, seu sangue.
"Só é capaz de amar
verdadeiramente quem tem o céu como referencia”. Disse uma mulher defendendo o
direito de amar a sua Igreja.
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